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Alternativas genéricas ao Viagra: conheça outros medicamentos para tratar a impotência sexual

O Viagra – famoso “azulzinho” – é o principal e mais conhecido medicamento utilizado no tratamento da disfunção erétil. Existe no mercado desde 1998 e é comercializado com exclusividade pela empresa farmacêutica Pfizer, atingindo um volume de vendas superior a 73 milhões de dólares.

No entanto, atualmente, diversos laboratórios produzem alternativas genéricas ao Viagra, ou seja, medicamentos que agem de forma semelhante no organismo, proporcionando mais opções de tratamento para problemas de impotência sexual a preços reduzidos.

Apesar de atuarem de forma muito similar no tratamento contra a disfunção erétil, esses medicamentos possuem algumas diferenças entre si e com o Viagra. Conheça neste post as principais alternativas genéricas ao Viagra e suas características.

Sildenafil: o genérico do Viagra

A Pfizer – fabricante original do Viagra – desenvolveu uma patente sobre o produto em 1998, o que a tornava o distribuidor exclusivo da fórmula. Em 2013, a patente do Viagra expirou na União Europeia, o que possibilitou que fabricantes de medicamentos genéricos pudessem produzir a sua própria versão do produto.

O genérico do Viagra é conhecido como Sildenafil – nome do seu composto ativo – e os principais laboratórios que o produzem são o Sandoz e Teva.

Como todo medicamento genérico o Sildenafil possui a mesma fórmula do seu correspondente Viagra e o mesmo mecanismo de ação, inibindo a PDE-5 (fosfodiesterase-5), relaxando os vasos sanguíneos, permitindo que mais sangue flua para o pênis e proporcionando a ereção.

Assim como o Viagra, o Sildenafil deve ser tomado com 30 a 60 minutos de antecedência da relação sexual e de estômago vazio. Sua ação dura de 4 a 5 horas e seu uso é seguro desde que prescrito por um médico e comprado de uma fonte segura. Os possíveis efeitos colaterais também são os mesmos.

A principal vantagem do Sildenafil sobre o Viagra é o preço. O genérico pode custar até metade do preço do medicamento original, o que possibilitou que muitos homens tivessem acesso ao tratamento.

Pramil: o mesmo princípio ativo do Viagra

O Pramil – fabricado pela Novophar – é mais uma das alternativas genéricas ao Viagra. É uma opção menos conhecida e mais barata, mas que possui o mesmo princípio ativo: o citrato de sildenafil. Dependendo do laboratório também pode ser encontrado com o nome de Potent e Erofast.

Pode ser encontrado em concentrações de 50 mg, 100 mg e em uma versão mastigável de 50 mg.

Seu mecanismo de ação e efeitos colaterais são semelhantes ao do Viagra – visto que possuem o mesmo princípio ativo – e deve ser ingerido 30 minutos antes da relação sexual. Sua duração depende da dosagem, variando entre 3 e 8 horas.

A principal vantagem deste medicamento em relação ao Viagra é o seu preço reduzido. Clique aqui para ver o post que fizemos sobre ele.

Cialis: o medicamento para tratamento de impotência mais vendido depois do Viagra

O Cialis – que possui como princípio ativo o tadalafil – surgiu no mercado em 2003, é produzido pelo laboratório Eli Lilly e lidera as vendas desde 2007 de acordo com a pesquisa do IMS Health. É uma das principais alternativas genéricas ao Viagra, já que é a droga contra impotência sexual mais vendida depois da famosa pílula azul.

Este medicamento está disponível em comprimidos de 10 mg e 20 mg. E possui funcionamento e efeitos colaterais semelhantes ao Viagra.

Sua ação começa 30 minutos após a ingestão e é o medicamento com efeito mais prolongado se comparado aos demais tratamentos disponíveis, mantendo-se ativo no organismo por até 36 horas. Essa é sua principal diferença com o Viagra, que tem duração aproximada de 4 horas.

Por sua ampla janela de ação, o Cialis tem uma atuação menos intensa no organismo e seus efeitos colaterais também são mais brandos. Já o Viagra, possui uma ação mais curta e precisa, no entanto, os efeitos colaterais associados também são mais potentes. Mas não se engane, mesmo com uma ação menos intensa que o Viagra, o Cialis é capaz de proporcionar ereções fortes e duradouras.

Outra diferença com o Viagra é que o Cialis também está disponível em uma versão diária, o Cialis Diário. Ele possui concentrações mais baixas de tadalafil (2,5 mg ou 5 mg) e deve ser ingerido diariamente. Este medicamento é o único tratamento para disfunção erétil que atua de forma constante, sem que você precise tomar um comprimido antes da relação sexual.

Levitra: a mais segura das alternativas genéricas ao Viagra

O Levitra – dos laboratórios Bayer – é mais uma das alternativas genéricas ao Viagra no tratamento da impotência sexual.

Seu principal ativo é o vardenafil e está disponível em concentrações de 5 mg, 10 mg e 20 mg. Ele é considerado um dos tratamentos mais seguros e eficazes graças às suas doses baixas.

Deve ser ingerido com 30 minutos antes da relação sexual e assim como o Viagra, possui um tempo de ação no organismo de 4 a 5 horas. Seu funcionamento no organismo também é similar ao Viagra, assim como os efeitos colaterais.

Sua principal diferença do Viagra é que ele possui uma versão orodispersível, que dissolve na boca sem água. Está disponível na concentração de 10 mg de vardenafil, tem sabor menta e proporciona uma forma discreta de administração.

Além disso, o Levitra Orodispersível tem ação mais rápida que o comprimido tradicional, de 15 a 30 minutos após a ingestão.

Semelhanças entre os medicamentos

Todos esses medicamentos agem da mesma forma no organismo, ou seja, inibindo a PDE-5 (fosfodiesterase-5), relaxando os vasos sanguíneos, permitindo que mais sangue flua para o pênis e proporcionando uma ereção.

Eles também têm as mesmas contraindicações: pessoas com histórico de doenças cardíacas e que fazem uso de medicamentos à base de nitratos, além de indivíduos com alergias aos componentes da fórmula.

Os efeitos colaterais também são os mesmos do Viagra. Podem ocorrer dores de cabeça e abdominais, rubor facial, distúrbios leves na visão, tontura moderada, entre outros.

É importante salientar que o uso de alternativas genéricas ao Viagra ou até do medicamento original deve ser prescrito e orientado por um médico. Somente um profissional poderá observar as suas necessidades e definir qual o melhor medicamento para o seu problema. E nenhuma dessas opções deve ser usada de forma recreativa, pois podem trazer danos à saúde se utilizados de maneira indiscriminada.

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